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Operação encontra cerca de R$ 300 mil em caixa de Bíblia na casa de ex-prefeito de Pontes e Lacerda

  • Publicado em 26/09/2026
  • Atualizado em 26/09/2026

Cerca de R$ 300 mil em dinheiro foram apreendidos na residência do ex-prefeito de Pontes e Lacerda e candidato a deputado estadual Alcino Pereira Barcelos (PL), durante uma operação do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público de Mato Grosso, nesta sexta-feira (25).

Segundo as informações divulgadas, parte do dinheiro foi encontrada dentro de uma caixa de Bíblia e outra parte em um quarto da residência. Imagens registradas durante a operação mostram pacotes com cédulas de R$ 200, R$ 100 e R$ 50.

Além do dinheiro, os agentes apreenderam um revólver descarregado, computador, documentos, celulares e outros equipamentos eletrônicos. Todo o material foi encaminhado ao Ministério Público para análise.

Após a operação, Alcino se manifestou nas redes sociais. O ex-prefeito afirmou que o dinheiro tem origem lícita e negou que estivesse escondido. Sobre a arma encontrada, declarou que se trata de uma relíquia deixada pelo pai e que estava guardada em segurança.

A operação faz parte de uma investigação que apura possíveis irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Pontes e Lacerda entre 2017 e 2024, período em que Alcino esteve à frente da administração municipal.

O Ministério Público investiga suspeitas de fraude em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A apuração também envolve a aquisição de uma propriedade rural que teria sido negociada mediante a entrega de 100 cabeças de gado da raça Nelore. Segundo os investigadores, não foram encontrados registros oficiais de movimentação pecuária compatíveis com a transação.

A investigação identificou ainda sete contratos entre a administração municipal e uma empresa do ramo de pré-moldados. Cinco deles, firmados entre 2022 e 2023, somaram aproximadamente R$ 4,7 milhões.

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também apontaram movimentações financeiras consideradas suspeitas.

As investigações continuam e as suspeitas apuradas não representam, por si só, comprovação de prática criminosa.

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